Outubro Rosa

A saúde feminina é uma das questões mais discutidas da atualidade, em todos os seus aspectos. Quando o assunto é câncer, uma doença grave e a princípio, silenciosa, é fundamental que a mulher conheça não só o seu corpo para identificar rapidamente quando algo não está bem. O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente entre as mulheres, correspondendo a 22% de todos os cânceres femininos e nesta terça-feira (1), inicia-se movimento internacional  “Outubro Rosa”, conhecido por sua mobilização na luta contra o câncer de mama.

O objetivo é conscientizar, principalmente as mulheres, sobre a importância do diagnóstico precoce. “Uma em cada quatro mulheres diagnosticadas com câncer de mama morrem, ou seja, 25%. Por isso a importância do diagnóstico precoce. Somente assim conseguiremos diminuir o número de mortes decorrentes da doença”, diz Michelle Miya, mastologista, ginecologista e coordenadora científica do Instituto Se Toque. A principal recomendação médica é realizar o autoexame mensalmente, no período de seis a dez dias após o fim da menstruação quando as mamas estão menos sensíveis. Para as mulheres que não menstruam mais, ele deve ser feito mensalmente e em qualquer dia do mês.  ”Cerca de 52.000 casos são diagnosticados por ano, isso significa um caso a cada 10 minutos no Brasil“, destaca a mastologista.

Os sintomas mais comuns da doença são inchaço e aparecimento de nodulações no seio, presença de nodulações embaixo do braço, saída de sangue pelo bico do seio e alteração da pele, ferida ou retração do mamilo. Michelle ressalta que mesmo sem nenhuma dessas alterações a mamografia anual é indicada a partir dos 40 anos de idade para o diagnóstico precoce de uma possível doença. “O diagnóstico é feito por biópsia após o achado de alterações na mamografia ou ultrassom complementar ou exame clínico das mamas”, frisa a médica.

Caso haja a confirmação do tumor, o médico irá recomendar qual o tratamento mais indicado: “pode ser realizado por meio de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia. E em alguns casos, a paciente realiza os quatro tratamentos”, explica a mastologista.

A retirada da mama, no entanto, só ocorre quando o nódulo apresenta medida superior a três centímetros. Nesse caso, a reconstrução da mama é garantida por lei e realizada por um cirurgião plástico a partir do tecido da barriga ou das costas da mulher ou por prótese de silicone, sendo assim, a vaidade e autoestima feminina continuam preservadas, deixando a paciente em um estado psicológico favorável a eficácia do tratamento. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a sobrevida relativa esperada para todos os tipos de cânceres é de mais de 50%, e a porcentagem de mulheres curadas através dos tratamentos é superior a 85%.

Fonte: DaquiDali

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